04 dezembro 2006
Mais uma teoria de amor?

OUVINDO: Helena - Misfits

Um tempo atrás eu perguntei para alguns amigos como eles definiriam o amor, não tinha pensado que uma pergunta tão simples pudesse criar tanta discórdia de opiniões, cada resposta nova que eu recebia, tentava traçar um “porque” para tal opinião, no fim das contas, saiu esse post ai (ou aqui).

Mais uma teoria de amor?

São sintomas desse mal que acomete o mundo: suor frio, palpitação, taquicardia, rubor facial, tremedeira, perda temporária da fala. O sentimento preferido de 8 entre 10 poetas, que com suas penas implacáveis tentam verbalizar aquilo que nem tocado pode ser. E o que acham os sábios homens de ciências? Ora, nada mais é o amor que feniletilamina, epinefrina (adrenalina), norepinefrina (noradrenalina), dopamina, oxitocina, serotonina e endorfinas.
E vejam só, agora o amor também é uma doença...Alguém já ouviu falar de amor patológico?
Eu não sei se eu que sou o chato da historia, mas pra sair “eu te amo” dos meus belos lábios demora muito (isso quando acontece), no entanto leio e ouço “eu te amo” como alguém que fala bom dia. Não importa qual sua opinião sobre amor, se é reação química, se é algo que não pode ser classificado, numa coisa você tem que concordar, amor é intensidade.
Na “pesquisa” que eu fiz, ninguém citou o lado ruim de amar, a palavra amor esta ligada diretamente a sensações boas, mas nem sempre. Quem aqui já não sofreu de amor?
Seu lado lógico mandando você esquecer a pessoa, mas alguma força vinda de uma dimensão bizarra faz com que você deseje ainda mais esse ser amaldiçoado que ousou fazer seu cérebro produzir todas as substancias citadas no início do texto.
Não tenho a intenção de nessas parcas linhas definir aquilo que não foi definido por séculos de pensadores, até porque, se eu conseguisse isso eu ganharia dinheiro e não estaria escrevendo para um bando de estranhos da internet. Aliás, eu sei que esse texto tinha um propósito, mas acho que eu o perdi em algum lugar.
Alguns dizem que o amor não existe, que é o meio que a natureza encontrou para garantir a sobrevivência do ser humano, talvez seja, afinal quando amamos, temos essa carga de substancias em nosso cérebro que nos fazem agir como patetas, e como qualquer droga, chega uma hora que o corpo acostuma e precisa de doses mais fortes, então você troca o amor por uma pessoa que você já conhece faz tempo e que você adoraria acordar todas as manhãs com ela.
Em algumas pessoas mais fracas, essas substâncias devem agir com mais força, o que causa o tal do amor patológico, que é quando você deixa de simplesmente amar alguém e passa a procurar um meio de fazer a lei da física ruir e conseguir que dois corpos ocupem o mesmo espaço, eu particularmente tenho medo desse tipo de pessoa. Também tenho medo de palhaços e de Jesus Cristo, mas isso é um outro post.
Ainda dentro das categorias de “amor”, temos aqueles que têm medo do amor que tratam isso como um vírus letal que carrega algo pior que a peste negra e esses são o que mais sofrem, sofrem por não amar, sofrem por amar, sofrem por antecipação.
No fim das contas, ainda ninguém sabe o que realmente é o amor e muitos não sabem nem lidar com ele. E então? Qual seu tipo de amor?
Pra não dizer que esse post foi um desperdício de tempo que você poderia estar usando para procurar pornografias no kazaa lite, vou fechar o post com uma das opniões que eu mais gostei de receber, que por sinal combina muito com o que eu penso, digamos que foi uma “orquídea” que me mandou.

“Definir o amor é contraproducente. Amor pode ser qualquer coisa, desde que seja boa, mesmo que faça mal. Amor não precisa de outra pessoa, ao contrário do que se pensa - tem gente que se apaixona pelo "amar" e não pelo amado. Amor pode ser um cobertor aconchegante, uma montanha russa, um salto de pára-quedas ou uma catástrofe nuclear, desde que seja notável. Amor é um sonho que pode se tornar realidade; mas deixando de ser sonho também pode deixar de ser amor. E se eu não disse nada com nada, tanto melhor, porque comecei o texto dizendo que definir o amor era contraproducente.”

 
posted by Gaijin   12/04/2006 12:53:00 AM   13 Comentário(s)
 
 
 
Felipe, que atualmente esta na Irlanda, ultimamente anda se sentindo como se fosse um personagem daqueles livro-jogos, o problema é que não da pra roubar e marcar a pagina para voltar se der alguma coisa errada ou eu não gostar do resultado. E não me julgue, voce tambem fazia isso!
  
 
  
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